Especialista em finanças esclarece informações sobre os BDRs

A Bolsa de Valores de São Paulo começou a negociar na última terça-feira (05/10), ações de 10 empresas estrangeiras. No mercado brasileiro, os papéis são negociados como Brazilian Depositary Receipts (BDRs). O BDR é a “versão brasileira” do famoso ADR (American Depositary Receipt), título emitido e negociado nos EUA e que representa uma ação (ou ações) de uma empresa estrangeira, explica André Massaro, especialista em finanças do Moneyfit.


Os ADRs existem, em seu formato básico, desde 1920, mas se tornaram populares 50 anos depois. Através do ADR, um investidor americano pode comprar uma ação, por exemplo, da Petrobras, pagando em dólares e não tem a necessidade de abrir uma conta de investimentos no Brasil.

No Brasil, como agora temos o BDR, “versão brasileira” do ADR, é possível afirmar que um investidor ao comprar um BDR de uma empresa estrangeira ele pode ser considerado um acionista ? Andre Massaro explica que não diretamente. Para se tornar acionista da Apple, por exemplo, um brasileiro tem que abrir uma conta em uma corretora nos EUA, enviar dinheiro para lá e comprar a ação em uma bolsa americana. “Mas o BDR funciona como um veículo que permite ao investidor brasileiro, de forma indireta, ser dono da ação. Ele terá todos os direitos do acionista, receberá dividendos, e o preço desse BDR tenderá a acompanhar a variação da ação na qual ele está baseado, mas computando-se também a oscilação cambial. Ou seja, caso o Real se fortaleça, o valor do BDR tende a cair, ainda que a ação na qual ele está baseada suba em seu país de origem”, explica Massaro

André Massaro informa que os BDRs existem há algum tempo, mas foram lançados somente agora pois, estavam em desenvolvimento pela Bolsa de Valores, que inclusive teve altas constantes nos últimos anos, tornou-se popular e também conseguiu chamar a atenção de investidores estrangeiros. A tendência é que esse crescimento se mantenha e isso nos trará novas ações e novos instrumentos financeiros, destaca André Massaro.

Em relação ao investidor comum, a Bolsa de Valores e autoridades financeiras entendem que o BDR é um instrumento de maior risco que uma ação brasileira convencional e por isso não está disponível para esse perfil de investidor. “É importante ter em mente que essas empresas estrangeiras nas quais os BDRs são baseados não necessariamente seguem regras e procedimentos similares às das empresas daqui. Por isso, ao menos por enquanto, o investidor brasileiro só poderá adquirir BDRs através de um fundo de investimentos” conclui Massaro.

André Massaro - É profissional da área de finanças há dezoito anos. Administrador e pós-graduado em Economia, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras e consultor especializado em finanças corporativas e desenvolvimento de negócios. Atualmente é trader independente de ações e derivativos, consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro, palestrante e autor do livro MoneyFit (Matrix Editora)

Antonio De Julio - Iniciou sua atuação na área de mercado de capitais em 2004, quando se tornou trader independente de ações e derivativos.Atualmente, além de investidor profissional, é consultor especializado em finanças pessoais, palestrante e coach. Investe seu tempo nas áreas de finanças pessoais, desenvolvimento pessoal, educação e empreendedorismo.

SOBRE O PROGRAMA MONEYFIT - O programa MoneyFit, método integrado de desenvolvimento pessoal e financeiro, além de ensinar cada pessoa a poupar, prepara os alunos para identificarem as grandes oportunidades de negócios ou não, como se posicionar em relação aos “altos e baixos” da vida e como gerar as boas oportunidades dentro e fora do ambiente de trabalho. O aluno após a vivência desse método aprenderá a controlar seu dinheiro, construir bons relacionamentos, a identificar pessoas, atrair e aproveitar oportunidades dentro e fora do ambiente de trabalho, ganhar ambição de forma sustentável e finalmente passar de devedor para aplicador. O site é www.desenvolvimentofinanceiro.com.br


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