André Massaro, especialista em finanças, explica como o aumento da taxa Selic pode interferir no dia-a-dia dos brasileiros

Na noite da última quarta-feira (19.01), o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou o aumentou da taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano, decisão que tem como objetivo desacelerar o consumo e segurar a inflação. Por outro lado as taxas de juros do cheque especial, empréstimos e do cartão de crédito, por exemplo, deverão aumentar. “Sempre quando a taxa básica de juros sobe, podemos esperar que os reflexos no mercado de crédito sejam de magnitude igual ou maior, explica André Massaro. Em relação ao dia-a-dia é importante que a população brasileira esteja atenta, pois alguns produtos e tipos de créditos podem ficar mais caros.

“Quem está acostumado com carnês e prestações deve ficar ainda mais atento, principalmente em caso de atraso do pagamento. Por isso cada, vez mais a educação financeira e a disciplina são importantes”, alerta Massaro.

O especialista comenta que o mercado brasileiro está aquecido e que o governo federal já percebeu que a inflação está dando sinais de vida, assim poderá ser necessário, em algum momento, desvalorizar o real. “Enquanto o nível de consumo e de endividamento das pessoas não retornar a níveis aceitáveis (deixando, assim, de gerar grandes pressões inflacionárias), é provável e esperado que o governo siga aumentando a taxa de juros”, explica ele.

Segundo Massaro, os próximos anos devem ter redução da taxa Selic, mas em 2011 deveremos observar alguns aumentos. ‘São esperados aumentos nos juros durante 2011, mas é provável que sejam “movimentos corretivos” dentro de uma tendência maior de queda, pois estamos acima das taxas de juros internacionais, explica Massaro.

Em relação aos investimentos, caso a tendência de queda se confirme para os próximos anos, o brasileiro terá que buscar retornos mais elevados apelando para investimentos de maior risco, como os de renda variável.


André Massaro - É profissional da área de finanças há dezoito anos. Administrador e pós-graduado em Economia, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras e consultor especializado em finanças corporativas e desenvolvimento de negócios. Atualmente é trader independente de ações e derivativos, consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro, palestrante e autor dos livros MoneyFit (Matrix Editora) e Por Dentro da Bolsa de Valores (editora Urbana).

Antonio De Julio - Iniciou sua atuação na área de mercado de capitais em 2004, quando se tornou trader independente de ações e derivativos.Atualmente, além de investidor profissional, é consultor especializado em finanças pessoais, palestrante e coach. Investe seu tempo nas áreas de finanças pessoais, desenvolvimento pessoal, educação e empreendedorismo. É conselheiro da Associação Comercial de São Paulo (disitrital Butantã) e um dos autores do livro Por Dentro da Bolsa de Valores. (editora Urbana).

SOBRE O PROGRAMA MONEYFIT - O programa MoneyFit, método integrado de desenvolvimento pessoal e financeiro, além de ensinar cada pessoa a poupar, prepara os alunos para identificarem as grandes oportunidades de negócios ou não, como se posicionar em relação aos “altos e baixos” da vida e como gerar as boas oportunidades dentro e fora do ambiente de trabalho. O aluno após a vivência desse método aprenderá a controlar seu dinheiro, construir bons relacionamentos, a identificar pessoas, atrair e aproveitar oportunidades dentro e fora do ambiente de trabalho, ganhar ambição de forma sustentável e finalmente passar de devedor para aplicador.

Informações à Imprensa:
Karina Spedanieri
imprensa@moneyfit.com.br
(11) 9722-6600
Acesse www.desenvolvimentofinanceiro.com.br

Postagens mais visitadas deste blog

FINANÇAS PESSOAIS: CINCO SINAIS QUE VOCÊ DEVE EVITAR EM 2020

DEMANDA POR SMARTLOCKERS CRESCE 30% NA LOGÍSTICA DO E-COMMERCE

Coronavírus: como as decisões dos governos afetam nosso bolso?