CRISE ECONÔMICA MANTÉM ELEVADA A FALTA DE PRODUTOS NOS SUPERMERCADOS

•A cada 100 produtos da lista de compras, cerca de 10 itens estão em falta nas prateleiras dos supermercados no país

•No último mês de março, o índice geral de rupturas (falta de produtos) nas prateleiras dos supermercados chegou a 11,16%, um ligeiro aumento na comparação com o mês anterior. Já a ruptura do setor de alimentos chegou a 11,62%, higiene e beleza 10,92%, bebidas 9,71%, e limpeza 8,94%

•O Brasil está longe de uma crise de abastecimento, mas por causa da crise econômica, já não há à disposição do consumidor tantas marcas ou tão variados sabores de determinado alimento ou item de higiene e limpeza


Maio de 2016 – Devido à crise econômica no Brasil, indústria, varejo e consumidores estão em processo de adaptação em relação ao consumo e venda de alimentos e demais produtos. Hoje, a cada 100 itens da lista de compras, cerca de 10 estão em falta nas prateleiras dos supermercados no país. No último mês de março, o índice de ruptura (falta de produtos) nas gôndolas chegou a 11,16%, um ligeiro aumento na comparação com o mês anterior, segundo estudo realizado pela NeoGrid, que analisa mais de 10 mil lojas de supermercados em todo o Brasil. Já a ruptura do setor de alimentos chegou a 11,62%, higiene e beleza 10,92%, bebidas 9,71% e limpeza 8,94%.

O diretor de relacionamento do varejo da NeoGrid, Robson Munhoz, explica que, hoje, o supermercadista tem receio de comprar alguns produtos e não vender, visto que o poder aquisitivo do brasileiro está diminuindo e, por isso, algumas marcas e itens acabam faltando nas prateleiras dos supermercados por mais tempo.

Outra possível razão é o fato de a indústria estar mais pessimista que o varejo, como mostra a pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que indica que 38% da indústria ficaram parados em janeiro.

“O varejo está vendendo dentro do ritmo esperado, mas já percebeu que a indústria começa a ter dificuldades de entrega em alguns itens, principalmente no que diz respeito aos não-alimentos, como higiene e beleza e limpeza”, afirma Munhoz.

O diretor completa que, além disso, nos últimos meses, o setor industrial teve vários aumentos de impostos e energia. “Consequentemente, a indústria teve que repassar parte desses reajustes para os produtos. O varejo, para tentar evitar menores reajustes de preço para seus clientes, leva mais tempo para negociar mercadorias e, por isso, alguns itens e marcas acabam faltando por mais tempo nas prateleiras. Ao mesmo tempo, a indústria e o varejo têm apostado em itens promocionais, embalagens econômicas com preços mais acessíveis que vendem mais rápido em épocas de crise, deixando algumas prateleiras vazias”.

Munhoz destaca ainda que a indústria continua produzindo e o varejo tem mostrado esforço para atender o consumidor. “O Brasil está longe de uma crise de abastecimento, mas por causa da crise econômica já não há à disposição do brasileiro tantas marcas ou tão variados sabores de determinado alimento ou item de higiene e limpeza”, finaliza.

Os dados analisados são calculados pela solução NeoGrid Supply Chain Benchmark Powered by Nielsen, que traz o conceito OSA (On Shelf Availability), indicador que reúne informações homologadas de mais de 10 mil lojas de varejos do Brasil e que mede, diariamente, a disponibilidade de produtos na gôndola, a venda estimada por produto, por loja e por dia, as causas das faltas desses itens e como corrigi-las. (Matéria desenvolvida por Anna Karina Spedanieri).

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